Mulher Operacional

Mulher Operacional é a mulher que possui o perfil e as competências de Inteligência Operacional, cuja doutrina foi desenvolvida por André Soares, visando à formação das Agentes Operacionais, que nada mais são que as mulheres agentes secretos.

Por maximizar as potencialidades femininas, o perfil da Mulher Operacional representa o ápice do aperfeiçoamento da feminilidade e da liderança, constituindo aprendizado inestimável para as mulheres bem-sucedidas, que pretendam o sucesso em suas vidas pessoal, familiar e profissional.

sexta-feira, 30 de março de 2018

A Inteligência do casamento VII - a guerra dos sexos

Artigo de André Soares - 30/03/2018
 
Uma das finalidades gramaticais do emprego das “aspas”  no idioma português é destacar uma expressão que deve ser compreendida em sentido figurado, ou metafórico. É por isso que pessoas instruídas, assim como você, quando se referem especialmente ao relacionamento sexual entre homens e mulheres, fazem questão de colocar entre aspas a expressão: guerra dos sexos. Afinal, todos entendem que a palavra – guerra – inserida nessa expressão, corresponde à figura de linguagem conhecida como hipérbole, que nada mais é que uma exacerbação irreal e proposital em um determinado conceito para defini-lo por dramaticidade, não é mesmo? Mas, observe agora e mais atentamente que, diferentemente de você e do consenso geral, tenho todo o cuidado em escrever sem aspas a famosa expressão - guerra dos sexos. Por que? Porque a verdade verdadeira sobre a guerra dos sexos, em qualquer situação ou circunstância, inclusive no casamento, é de uma eterna guerra real e sistemática entre homens e mulheres.
Quer dizer então que na guerra dos sexos homens e mulheres podem ser considerados inimigos? A bem da verdade e guardadas as devidas proporções, sim. E que fique bem claro: inimigos, sem aspas. Porque a inexorabilidade dessa guerra ocorre entre machos e fêmeas, em todo reino animal; e não há exceção. Ou será que você ainda acha que o fator determinante da atração sexual entre os gêneros é o amor? A não ser que esse “amor” seja escrito entre aspas, para designar o seu verdadeiro significado: testosterona. Porque, goste-se ou não, o único elemento determinante do real interesse de homens por mulheres e de machos por fêmeas é o sexo, o qual é determinado exclusivamente por este hormônio.
Assim, a cópula sexual entre homens e mulheres não é uma união de corpos demandada pela magnanimidade do romantismo, ou por uma suposta comunhão de auspiciosos propósitos dos casais. Porque, no “jogo” sexual, homens e mulheres não são aliados em prol de um bem maior. Ao contrário, a guerra dos sexos é um contexto evolucionista em que ambos os gêneros empregam estratagemas insidiosos, sub-reptícios e mesquinhos, objetivando o seu máximo benefício, em detrimento da outra parte. Pois a natureza do sexo, em todo o reino animal, é preponderantemente individualista e egoísta, no qual cada parceiro(a) utiliza o seu contraposto apenas como meio para a obtenção exclusiva do seu próprio prazer, bem como de outros interesses inconfessáveis.
Exatamente por isso, somente excepcionalmente no mundo animal o sexo é consensual. Pois, nesse contexto, o sexo majoritariamente corresponde ao que nosso ordenamento jurídico tipifica como crime de estupro, com o concurso de lesões corporais para a fêmea, em muitas das vezes. Nesse mister, é importante destacar também que, na fraticida guerra dos sexos, em muitas espécies a fêmea mata impiedosamente seu parceiro, imediatamente após alcançar seus objetivos no ato sexual. E esse fenômeno estupratório e homicida, que é inerente à guerra dos sexos, só não ocorre nessas mesmas proporções no universo dos seres humanos, por conta do contexto sócio-politico-jurídico-punitivo no qual ele está inserido; que consegue reprimi-lo, embora não completamente.
Vale ressaltar que a guerra dos sexos é ainda mais perversa no âmbito conjugal, notadamente quanto ao sexo prazeroso. Porque, se em toda guerra inescapavelmente há vencedores e vencidos, na guerra dos sexos matrimonial em busca do prazer é pior: porque ambos os cônjuges sempre perdem. É por isso que, comparativamente com a vida extraconjugal, o sexo no casamento é absolutamente uma tragédia, sem exceções. E os cônjuges que alardearem publicamente o contrário, estarão mentindo raivosamente sobre sua infelicidade sexual conjugal, ou para encobrir o seu velado adultério.
Mas as contingências sofridas por homens e mulheres na interminável guerra dos sexos extrapolam o contexto sexual, alcançando outras searas conflituosas dessa inter-relação, que abordarei em outras oportunidades. Até porque, verdade seja dita, o que caracteriza a relação entre homens e mulheres são suas inúmeras diferenças, não suas raras afinidades. Portanto, por mais terrível que possa parecer, a inexorável guerra dos sexos predestina os interesses de homens e mulheres ao conflito, não à paz e à harmonia. E por mais estranho e irracional que também possa parecer, a guerra dos sexos consiste na maior sabedoria da natureza. Porque essa é a lógica da vida. Louvemos, então, a guerra dos sexos. E que essa guerra nunca tenha paz. Viva! Viva! Viva!

domingo, 25 de março de 2018

Abraçadin ...


Agentes secretos III - Abraçadin ...
Poesia de André Soares - 24/03/2018

Você perguntou
Por que sou assim
E vivo sozin ...

Assim, sem amor
Assim, sem ninguém
Assim, assim ...

Por que a solidão?
Por que tanta dor?
Se eu quero meu fim? ...

Mas, digo que não
Meu mundo é viver
Plantando um jardim ...
Viver o amor
Se for por paixão
De quem gosta de mim ...

Sentindo o viver
Vibrando o prazer
Abraçadin ...







A epidemia da futilidade

Artigo de André Soares - 24/03/2018



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O mundo vive um paradoxo terrível. Enquanto a produção do conhecimento e a tecnologia avançam exponencialmente, facilitando a vida de todos; contrariamente e na mesma proporção a humanidade está cada vez mais doente. Não do corpo, mas da mente. Nesse sentido, embora a maioria desconheça, estamos vivendo na atualidade a "crise do século XXI", ou "mal do século", que é a pandemia de doenças e transtornos mentais, cuja projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê se tornar até 2030 a patologia mais prevalente no planeta, à frente do câncer e algumas doenças infecciosas. Estresse, ansiedade, fobias, bipolaridade, depressão, assédio moral, “bullying”, síndrome do pânico, dentre outros, fazem parte do inevitável coquetel de problemas psicológicos da vida moderna, que estão lotando os consultórios psicológicos e psiquiátricos, cada vez mais repletos de homens, mulheres e crianças, fragilizados e doentes da psique.  E a epidemia da futilidade é mais uma das manifestações do "mal do século".



Mas, o que é futilidade? É a fraqueza pessoal de cultuar e dar importância exatamente ao que não é importante ou essencial. É valorizar o que é superficial, acessório, irrelevante, efêmero, insignificante, inútil. Pessoas fúteis são banais, frívolas, triviais, vulgares, medíocres, desprezíveis e levianas. E são assim porque são egoístas, querendo viver às expensas dos outros e do mundo. Nesse sentido, pensando única e exclusivamente em si mesmas, sobrevivem como especialistas no ardil de enganar a todos, priorizando a atividade-meio em detrimento da atividade-fim, invertendo assim a lógica da vida. Consequentemente, por serem mentalmente doentes, com falhas de caráter e improdutivas, constituem-se em pária da sociedade, representando elevado ônus social, sob todos os aspectos.



Evidentemente que pessoas fúteis somente encontram terreno fértil em sociedades igualmente doentes e naturalmente fadadas ao naufrágio pátrio. Esse é o contexto em que a epidemia da futilidade vem se alastrando e contaminando especialmente o mundo ocidental, no qual o Brasil já está na UTI, há tempos. E o grave colapso nacional de corrupção generalizada é a prova mais cabal de como a sociedade brasileira está cada vez mais fútil e doente.



Verdade seja dita, lembremos que historicamente o Brasil foi alcunhado internacionalmente, desde a II guerra mundial, por “não ser um país sério”; ressaltando-se que a pusilânime sociedade brasileira ainda se regozija da sua abjeta subcultura do “jeitinho brasileiro”; que certamente pode ser consagrado como o melhor “slogan” para a “epidemia da futilidade” que acomete e destrói o país.



Nesse momento, cabe aqui registrar o magnânimo reconhecimento ao notável cantor e compositor Zé Rodrix; que, com magistral maestria, diagnosticou com inigualável talento e bom-humor, em sua memorável canção “soy latino americano”, a “epidemia da futilidade” da qual se orgulha a inepta sociedade brasileira, que inescapavelmente demandará a desgraça nacional, ao dizer:



“...Meu caminho pro trabalho é um pouco mais comprido. Eu vou sempre pela praia, que é muito mais divertido. Chego sempre atrasado, mas eu não corro perigo. Quem devia dar o exemplo, chega atrasado comigo...”

sábado, 17 de março de 2018

O perfil da mulher ideal

A Inteligência do casamento VI - "O perfil da mulher ideal"
Artigo de André Soares - 17/03/2018
 

 
 
Ao reiterar veementemente a verdade inconveniente que “casamentos não dão certo, nem mesmo por amor”, não significa, em hipótese alguma, que este autor esteja fazendo apologia contra o casamento. Absolutamente! Até porque outra das verdades inexoráveis sobre o casamento, que também venho alardeando, é que “casamentos são inevitáveis”. Contudo, a absoluta maioria das pessoas, incluindo-se os homens, persiste no grave erro de fugir da realidade dos fatos que comprovam inquestionavelmente que o fracasso é a regra geral em cerca de 95% dos casamentos, se autoenganando que o seu casamento será bem-sucedido, quando também incorrem nas mesmas falhas dos casamentos fracassados. Nesse sentido, muitos são os erros e equívocos cometidos por homens e mulheres que levam ao insucesso no casamento. E aqui vou destacar um gravíssimo deles, que é cometido exclusivamente pelos homens. Trata-se do perfil da mulher ideal, cujo modelo equivocado é universalmente idealizado pelos homens, em todos os tempos.
 
O perfil da mulher ideal, concebido equivocadamente pela mentalidade masculina, o qual é sobejamente conhecido pelas próprias mulheres desde Adão e Eva, é sintetizado em inúmeras expressões idiomáticas pelo mundo; que, no Brasil, é mais comumente conhecido como: “mulher gostosa” (e quanto mais “gostosa” melhor).
 
Diferentemente das mulheres que idealizam infindáveis atributos ao seu também equivocado perfil de homem ideal, por outro lado os homens idealizam outros importantes atributos ao perfil da mulher ideal, conquanto sejam poucos e todos coadjuvantes. Porque é crucial saber que, se uma mulher tiver os mais notáveis atributos possíveis, mas não for “gostosa” – então está fora do perfil da mulher ideal. Trata-se de um determinismo da natureza masculina, presente em todas as espécies do planeta, que faz do sexo o único e especial atrativo que desperta o interesse de homens e machos por mulheres e fêmeas. E repito, as mulheres sabem muitíssimo bem, e desde a mais tenra infância, que os homens são escravos do sexo.
 
Portanto, justifica-se plenamente a obsessão que as mulheres têm, especialmente pela beleza física do seu corpo. Afinal, quando melhor for sua estética corporal aos olhos masculinos, maiores serão as suas chances de atrair um bem-sucedido provedor testosterona-dependente, idiota qualquer.
 
Contudo, o equívoco desse perfil de mulher ideal, que demanda o escabroso fracasso dos homens no casamento, não é a escolha do atributo da maximização da estética corporal feminina, em busca do sexo. Ao contrário, o atributo da “mulher quanto mais gostosa melhor” está certíssimo. Não há nada de errado nesse universal e absoluto determinismo masculino, inerente ao processo seletivo bio-fisiológico da natureza, graças ao qual se mantém a sobrevivência e perpetuação não apenas da humanidade, mas também das demais espécies do planeta.
 
O equívoco desse perfil de mulher ideal demanda da condição masculina testosterona-dependente que domina completamente o tirocínio dos homens, fazendo-os transformar o sexo em atividade-fim, quando este na verdade é atividade-meio. Trata-se de uma insidiosa e bem-sucedida estratégia da natureza, que transforma homens e machos em reprodutores obsessivo-compulsivos por ejacular no máximo de parceiras possíveis. Convenhamos, e verdade seja dita, a natureza tem compromisso com propósitos mais nobres que proporcionar felicidade ao casamento de homens e mulheres, não é mesmo?
 
Portanto, o equívoco desse perfil de mulher ideal, concebido pelos homens, está na sua incapacidade de elencar os demais atributos femininos que são tão determinantes para o sucesso no casamento, quanto o sexo.
 
Quais são esses atributos?
 
Como frisei anteriormente, são poucos. Mas devo dizer também que as mulheres que os incorporam plenamente são raríssimas: verdadeiros “diamantes de sangue”. E esses atributos estão sintetizados no decálogo da mulher operacional, a saber:

  • Ser a magia da arte;
  • Ter a coragem de enfrentar a verdade e aceitá-la;
  • Ser independente e autônoma;
  • Aprimorar-se intelectualmente;
  • Decidir com sabedoria;
  • Viver com liberdade e rebeldia;
  • Amar com a própria vida;
  • Apaixonar-se por um homem operacional;
  • Ter excelente condição física e de tiro;
  • Ser inteligentemente bela, sempre. E por toda a vida.
 
Por fim, ressalta-se que, a despeito da seletividade do perfil da mulher ideal, de outra parte, a verdade é que os homens são absolutamente despreparados para o casamento. Nesse mister, valho-me das sábias e bem-humoradas palavras de Luis Fernando Verissimo que, mais uma vez, foi célebre ao dizer que: “os homens partem para o casamento, achando que sabem escolher uma mulher, quando ainda nem sabem escolher uma gravata”.
 


         

quinta-feira, 15 de março de 2018

Adapte-se ou morra!


Artigo de André Soares - 15/03/2018

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Adapte-se ou morra. A teoria evolucionista de Charles Darwin pode ser assim sintetizada. Goste-se ou não, ela é universal, verdadeira e válida para todas as espécies no planeta. Significa que a sobrevivência de toda e qualquer forma de vida impõe a necessidade de sua evolução. Assim, as espécies que evoluem sobrevivem, e as que não perecem e são extintas da face da terra. Simples assim. Nesse sentido, a humanidade se sente cada vez mais tranquilizada, no sentido de que sua sobrevivência e perpetuação estão cada vez mais asseguradas. Visto que, de todas as espécies existentes no planeta, os seres humanos são os mais evoluídos. Mas, nesse momento, cabe a seguinte pergunta: Será?
 
Será que o ser humano de hoje é necessariamente mais evoluído que o do passado? Bem, se a teoria evolucionista estiver correta - e está - então o ser humano da atualidade é necessariamente mais evoluído que seus ancestrais. Até porque, em caso contrário, obviamente a humanidade estaria extinta. Portanto, se estamos todos aqui hoje é porque necessariamente evoluímos.
 
Mas, será que estamos no caminho certo da evolução? Embora a maioria esmagadora das pessoas responda que sim; com a devida vênia, considero seriamente que não. E o melhor indicativo de que estou certo é a maior epidemia que acomete a humanidade na atualidade: o “mal do século”, ou a “crise do século XXI”.
 
Embora a maioria desconheça, estamos vivendo na atualidade a "crise do século XXI", ou "mal do século", que é a pandemia de doenças e transtornos mentais, cuja projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê se tornar até 2030 a patologia mais prevalente no planeta, à frente do câncer e algumas doenças infecciosas. Estresse, ansiedade, fobias, bipolaridade, depressão, assédio moral, “bullying”, síndrome do pânico, dentre outros, fazem parte do inevitável coquetel de problemas psicológicos da vida moderna, que estão lotando os consultórios psicológicos e psiquiátricos, cada vez mais repletos de homens, mulheres e crianças, fragilizados e doentes da psique.  Em termos práticos, significa que, se ainda há quem não tenha sido acometido por pelo menos alguma dessas doenças, no futuro próximo certamente será.
 
Portanto, há que se perguntar: A realidade trágica da epidemia do “mal do século” demonstra a evolução da humanidade? É claro que não. Ao contrário, é a comprovação mais que escancarada que a humanidade está no caminho errado da evolução. E dois aspectos tornam tudo isso ainda mais desesperador: as pessoas ainda não se deram conta disso, e o prognóstico quanto à epidemia do “mal do século” é pessimista - porque só vai piorar.
 
Mas, onde está o erro no contexto da evolução da humanidade?
Resposta: No entendimento e aplicação equivocados sobre a teoria evolucionista de Charles Darwin, quanto ao que realmente significa evolução. Porque o entendimento equivocado consensual é o de que evolução significa mudança, no sentido de adaptação ao ambiente. Mas o entendimento correto é o de que evolução significa melhoria, nesse mister. Qual a diferença? A diferença é que todas as espécies, indistintamente, tanto as que sobreviveram como as que foram extintas, mudaram para se adaptar ao seu meio ambiente. Mas, somente as que sobreviveram evoluíram. Por que? Porque sua mudança representou melhoria; enquanto a mudança das que foram extintas não.
 
Portanto, para uma espécie de vida evoluir não basta mudar. É necessário também e principalmente melhorar, sempre. E a tragédia do mal do século é a comprovação cabal que a humanidade está mudando, mas para pior. Destarte, não se engane, estamos no caminho oposto ao da evolução e, consequentemente, caso não se reverta esse quadro, o holocausto da nossa espécie é o destino inevitável.
 
Nesse contexto, importa dizer que a humanidade somente não desaparecerá da face da terra porque desenvolveu suficientemente a tecnologia da medicina e da indústria farmacêutica de forma a manter-se artificialmente a vida humana; o que as demais espécies do planeta não possuem. De toda forma, o colapso e a crise social serão inevitáveis porquanto o custo generalizado de manter-se uma sociedade doente e improdutiva é impagável, principalmente em países corruptos e ineficientes como o Brasil.
 
A única solução viável, especialmente no caso da falida sociedade brasileira, é simples: “salve-se quem puder”. Ou seja, que cada pessoa salve-se a si própria. Como? Aplique corretamente a teoria evolucionista de Charles Darwin e melhore-se, a si próprio. Como? Pare de ser fraco e doente, e fique cada vez mais forte e saudável – o máximo possível. Ou, como bem disse Charles Darwin: “adapte-se ou morra”.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Teste de autoengano

Artigo de André Soares - 03/03/2018
 
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As ciências que estudam os fenômenos da “psiché”, como a psicologia e a psicanálise, tem denominações variadas, como “mecanismos de defesa do ego”, “mecanismos de culpas e desculpas”, e “racionalização”, dentre outros, para designar o tradicional comportamento humano de fuga da realidade, ignorando toda verdade desagradável e dolorosa, especialmente quando ela retrata os erros e defeitos do próprio indivíduo. Nesse contexto, quem melhor denominou este fenômeno foi o espetacular Eduardo Gianetti da Fonseca, em sua obra primorosa intitulada “Autoengano”, explicando com singular maestria a elevada capacidade do ser humano em enganar, não apenas as pessoas, mas também e principalmente de enganar-se a si próprio. E, embora seja inexorável e muitas vezes necessário, o autoengano por outro lado é também o principal aspecto psicossocial responsável pelo fracasso e insucesso na vida. Portanto, estamos falando da esmagadora maioria das pessoas desse mundo, cujo retumbante infortúnio existencial é devido exclusivamente a si mesmas.
 
O conhecido ditado “o pior cego é aquele que não quer ver” se aplica muito bem nesses casos. Porquanto significa a covardia em aceitar a verdade conhecida. Analisemos, por exemplo, duas das questões que mais afligem e geram sofrimento à humanidade: amor e felicidade. Onde está o autoengano nesses casos? Resposta: Em acreditar que se sabe o que eles de são de fato. Porque todas as pessoas acreditam que sabem o que ambos significam, mas na verdade absolutamente nada sabem sobre amor e felicidade. É isso mesmo! A humanidade simplesmente não sabe o que é amor e felicidade (dentre outras coisas).
 
E o que é mais dramático em tudo isso é que as pessoas, em toda a história da raça humana, consideram que sabem o que é vivenciar a plenitude do amor e da felicidade (dentre outras coisas),... e até morrem em nome do amor e da felicidade....quando, na verdade, nunca souberam o que verdadeiramente eles são e significam. Tudo isso é mais que estupidez coletiva. É o holocausto do desperdício suicida das vidas humanas.
 
Consequentemente, as pessoas se enraivecem e se tornam hostis contra quem afirma essa verdade inconveniente sobre elas mesmas. Principalmente porque comprovar a verdade que as pessoas não sabem o que é o amor e a felicidade (dentre outras coisas) é extremamente fácil. Quer ver?
 
Faço apenas uma ressalva: Como se trata de revelar um sensibilíssimo autoengano das pessoas para elas mesmas, a consequente e imediata reação emocional será a agressividade. Significa que fazer essa comprovação é realmente perigoso. Portanto, está feito o alerta.
 
Vamos, então, ao facílimo porém perigoso teste do autoengano.
Basta perguntar às pessoas o seguinte (dentre outras coisas):
  • O que é o amor?
  • O que é a felicidade?
Mas, com uma imposição: não é para as pessoas responderem suas respectivas opiniões, o que pensam, ou acham sobre o que supostamente imaginam o que venha a ser o amor e a felicidade (dentre outras coisas). É para que elas respondam qual é a verdade (verdadeira) sobre o objeto da pergunta.
 
Nesse momento, é importante não perder o controle da situação. Porque, evidentemente, as discussões serão intermináveis e infrutíferas. Afinal, a humanidade vem tentando descobrir o que é o amor e a felicidade (dentre outras coisas) desde que o mundo é mundo.
 
Consequentemente, as discussões cairão no baixo nível de sempre, afirmando-se que a verdade é relativa, que cada um tem a sua verdade, que a verdade é múltipla ... blá-blá-blá.... e até mesmo afirmando-se que a verdade não existe.
Toda essa pseudo argumentação, na verdade, nada mais é que autoengano para fugir da verdade.
 
Portanto, nesse momento, é importante fazer uma consideração lógica, porém muito perigosa (aliás, quando se trata de autoengano, tudo é perigoso): que a verdade verdadeira existe.
 
E para não se perder tempo com justificativas e abstrações inócuas, nada melhor que a verdade verdadeira para provar a verdade.
 
Pergunte, então, a quem se opuser:
Você existe?
 
A pessoa obrigatoriamente responderá que sim.
Todavia, apesar de improbabilíssimo, pode ser que a pessoa responda que não existe.
 
Tanto faz.

"O projeto de poder dos militares"

Artigo de André Soares - 01/03/2018

 

O atual colapso do estado brasileiro, mergulhado em grave crise político-econômica, corrupção institucional generalizada e degenerescência dos partidos políticos, é terreno fértil para imediatismos e adoção de paliativos, como são recorrentes em nossa história. Portanto, não é de surpreender o surgimento de retumbante e crescente mobilização social, conclamando a volta dos militares ao poder, como sendo a panaceia derradeira para a salvação nacional. Nesse contexto, a cúpula militar, contrariamente ao seu discurso oficial, está silentemente orquestrando esforços para retomar o protagonismo político no país.
 
Portanto, engana-se quem achar que o projeto de poder dos militares foi sepultado com o fim da ditadura militar em 1985, e que a nova geração de comandantes abdicou definitivamente a aspiração de reassumir o poder político no Brasil. E o quartel general que comanda veladamente essas ações está nas mãos dos militares de ultradireita da “comunidade de inteligência”, oriundos do extinto e famigerado SNI (Serviço Nacional de Informações), e que atualmente comandam a ABIN/SISBIN (Agência Brasileira de Inteligência/Sistema Brasileiro de Inteligência).
 
Essa cúpula militar vivencia na atual conjuntura um crescimento vertiginoso do seu poder político, graças a atuação decisiva do seu principal aliado: porque “nunca antes na história pós-ditadura militar desse país” os militares da “comunidade de inteligência” foram tão prestigiados por um presidente civil, como estão sendo pelo presidente Michel Temer.
 
Nesse sentido, lembremos que uma das primeiras decisões do presidente Temer ao assumir a presidência da república em 2016 foi a recriação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que havia sido extinto meses antes pela presidente Dilma Rousseff, num dos últimos atos do seu governo. Esse ato presidencial representou a vitória política e estratégica mais importante do projeto de poder dos militares, por dois motivos: primeiro porque o GSI retomou a subordinação direta do seu principal braço operacional - a ABIN, órgão central do SISBIN e principal serviço secreto brasileiro, que estava vinculada à Secretaria de Governo da Presidência; e o segundo motivo é porque o exército retomou a hegemonia sobre a estrutura institucional do GSI na presidência da república, ressaltando-se que todos os ministros da história do GSI foram generais.
 
Todavia, faltava ainda aos militares retomar o comando efetivo da ABIN; depondo o Diretor-Geral todo-poderoso da agência, Wilson Roberto Trezza, que batia o incrível recorde de oito anos consecutivos na função, e que se opunha à subordinação da ABIN aos militares. Esse último óbice foi superado novamente por decisão do presidente Temer, que substituiu Trezza no comando da ABIN, eliminando assim as forças antagônicas aos interesses militares no âmbito da inteligência nacional.
 
A mais recente e ousada empreitada do projeto de poder dos militares contou mais uma vez com o protagonismo extraordinário do Presidente Temer: a histórica intervenção federal decretada por ele na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Pois, ao contrário do discurso governamental, trata-se na verdade de uma intervenção estritamente militar, a qual foi elaborada seguindo a mesma estratégia da recriação do GSI de tornar monopólio militar o seu comando institucional. Isso está inserido no decreto da intervenção federal, ao determinar tacitamente que “o cargo de Interventor é de natureza militar” (decreto Nº 9.288, de 16/02/2012, art 2º, parágrafo único). Portanto, está claro que a imposição legal de um general do exército da ativa como interventor no Rio de Janeiro foi uma decisão presidencial que não visou a atender apenas às demandas críticas de segurança pública do estado e as imperiosas atribuições governamentais.
 
Em seu “aproveitamento do êxito”, a cúpula militar vislumbra também a oportunidade de efetivar outra importante conquista, a qual é almejada de longa data: a chefia do ministério da defesa. Criado em 1999, o ministério da defesa passou a enquadrar as forças armadas (Marinha, Exército, Aeronáutica) que perderam o status ministerial e, consequentemente, poder político. Portanto, a vacância do cargo de ministro da defesa, com a nomeação do seu titular, Raul Julgmann, como ministro do recém criado ministério da segurança pública, está sendo ocupada interinamente por outro general do exército. Até quando? A depender dos militares – até sempre.
 
Concomitantemente, no cenário político partidário, o deputado federal e capitão do exército Jair Bolsonaro, ferrenho defensor dos governos militares e segundo colocado nas pesquisas eleitorais presidenciais deste ano, já declarou que, caso eleito, contará fortemente com a participação da cúpula militar em seu governo. 
 
Assim, do ostracismo político a que foram relegados ao fim da ditadura, os militares foram alçados na atualidade às luzes da aclamação da opinião pública e com crescente robustez política, por força da conjuntura nacional caótica, sob os auspícios generosos do governo Temer. Significa que o país está ante um futuro político incerto e arriscado, cujo infeliz prognóstico é a probabilidade da inepta sociedade brasileira incorrer nos mesmos erros do seu passado.
 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

"A arte de votar ...... ou não votar!"

Artigo de André Soares - 16/01/2018



“Vivemos num mundo de manipulação!” Quer saber como manipular pessoas? Então, olhe-se no espelho, reflita e responda – Em que você acredita? Qualquer que seja a resposta, seja lá o que for que as pessoas digam acreditar, trata-se de ideias alheias, não delas mesmas. Ou seja, as pessoas acreditam em ideias que outros colocaram em suas mentes. Isso é manipulação. Por que as pessoas não tem ideias próprias? Porque não sabem pensar – mas, sabiam. Assim, o primeiro passo para a manipulação consiste em destruir a lógica, que é a essência do raciocínio. Após destruir a lógica, com as pessoas não sabendo mais como pensar corretamente, elas passam a acreditar em qualquer coisa que lhes disser, e assim o manipulador passará a pensar por elas. Nesse sentido, o carismático cantor Zé Ramalho abordou subliminarmente essa questão em sua histórica canção “admirável gado novo”, desvelando que o Brasil não apenas é terreno fértil para manipuladores, como também que a nação do “me engana que eu gosto” se presta a essa manipulação. Nesse mister, uma das manipulações mais entranhadas no seio sociedade brasileira é acreditar na mentira que o voto obrigatório no país é o mais poderoso, legítimo e principal instrumento democrático de cidadania para a participação popular na construção nacional e solução de seus gravíssimos problemas.

Somente uma nação gravemente doente acreditaria em tanta mentira. E, consequentemente, o Brasil já está sofrendo o terrível ônus de tamanha manipulação. Afinal, o caos do colapso político nacional ainda vai piorar. Ainda mais porque a sociedade brasileira, em seu estado demencial, persiste em culpabilizar exclusivamente a classe política pelo estado corrupto que se instalou no país; quando na verdade se esquiva covardemente de reconhecer que os líderes das organizações criminosas que atualmente comandam o Brasil foram alçados legitimamente a governantes máximos, por terem sido eleitos e reeleitos sucessivamente pelo voto obrigatório idolatrado por essa mesma sociedade.

Portanto, a verdade histórica, comprovada cabalmente e inapelavelmente, por sentença transitada em julgado, em última instância, vaticina que definitivamente os brasileiros não sabem votar. Ponto final! Pergunta-se, então: “uma sociedade manipulada que inexoravelmente sucumbiu democraticamente pelo voto, pode se salvar pelo voto?” A resposta é mais que óbvia: “Não. Essa sociedade vai se suicidar pelo voto”. Exatamente como continuará acontecendo, seja nas eleições presidenciais de 2018, seja nas demais. Significa que, enquanto a sociedade brasileira continuar doente pela manipulação, pouco importa quem serão os futuros presidentes e ocupantes dos demais cargos eletivos no país. Porque o suicídio nacional será mera questão de tempo.

Nesse contexto caótico nacional, é imperioso ressaltar que “não se deve salvar um país de si mesmo”. Exatamente porque “cada povo tem o governo que merece”. Da mesma forma, toda e qualquer manipulação só pode ser vencida pela reação espontânea de suas vítimas. Portanto, caberá a cada brasileiro libertar-se por si mesmo, para a salvação nacional. Para isso, deverá inicialmente desconstruir toda a manipulação da qual é vítima, para posteriormente ter condições de aprender a arte de votar, e também a arte de não votar.

Assim, compreender-se-á o verdadeiro significado do voto democrático, que é completamente contrário ao que se pratica no Brasil. Mas, antes ainda, é preciso entender que a democracia é um modelo de organização social de alto nível, cuja concepção e eficiência política está vocacionada somente a países desenvolvidos e com sociedades de elevado padrão de cidadania, como Suíça, EUA, Alemanha, Inglaterra, França, dentre outros. Assim, contrariamente, quanto menor for o desenvolvimento dos países e menor for o nível de cidadania de suas sociedades, menos eficiente será o seu sistema político-democrático; que chegará até mesmo a se tornar nocivo. Porquanto, em condições desfavoráveis, o sistema democrático se transforma em terreno fértil para a corrupção generalizada, a exemplo do que vem ocorrendo no Brasil, há décadas.

Compreende-se, então, porque a sociedade brasileira “galopa” na contramão da democracia, ao perpetuar a instituição insidiosa de um crime hediondo: o voto obrigatório. Porque o voto democrático é acima de tudo um direito absoluto dos cidadãos. E a condição “sine qua non” de todo direito é ser facultativo, significando que o exercício do voto deve estar submetido à mercê do livre arbítrio dos indivíduos. Desta forma, a obrigatoriedade do voto é uma das hipocrisias da política brasileira, cuja prática deletéria é a genealogia das graves distorções do nosso modelo político-eleitoral, a se perpetuarem na retroalimentação da “escravidão” do eleitorado brasileiro aos interesses espúrios da classe política dominante, demandando a degenerescência a que chegamos.

E como se deve votar democraticamente? No partido, ou no candidato? Deve-se votar no candidato que defende os seus interesses pessoais ou corporativos, ou naquele que defende os interesses nacionais?

Resposta: Votar civicamente é escolher concomitantemente o partido e o candidato que melhor representem os interesses nacionais, sob a égide dos ditames constitucionais e do estado democrático de direito.

Mas, agora vem a pergunta mais importante: “E se eventualmente inexistir partido e/ou candidato que melhor representem esses valores sob a ótica dos eleitores? Como se deve votar?”

Resposta: “Simplesmente não se deve votar. Ponto final!” Porque votar em quem não represente a vontade genuína do eleitor é atestado de estupidez comprovada e desvirtuamento do processo político e eleitoral. Portanto, o eleitor que decide votar na coligação ou candidato que julga ser o menos pior, está denegrindo sua participação política, depreciando o processo eleitoral, elegendo os piores governantes para o país, e jogando o Brasil no precipício político, como historicamente vem ocorrendo. 

Destarte, a arte de votar consiste na reação urgente da sociedade brasileira em extinguir a obrigatoriedade do voto no país, transformando-o verdadeiramente num direito dos cidadãos, que é o voto facultativo. E a arte de não votar consiste num importante instrumento de aprimoramento democrático e de valorização do voto por parte do eleitorado, abstendo-se de votar, seja quando inexistir candidato ou partido que representem seus anseios, seja em contraposição e protesto contra a obrigatoriedade do voto.

Portanto, cabe ao eleitor-cidadão e a toda sociedade brasileira a coragem de libertar-se dessa abjeta manipulação política, dignando-se a não participar dessa farsa eleitoral e protestando cívica e legitimamente pelo exercício do seu pleno direito constitucional de NÃO VOTAR. Acredite, se você quer contribuir civicamente para a desconstrução do corrupto sistema político, então pare de ser conivente com ele e NÃO VOTE. Esta é a postura patriótica mais constitucional, legítima e pacífica para a solução desse caos político. Porque o Brasil não sofrerá qualquer contingência com essa atitude social, a qual demandará um impasse intransponível que implodirá o caótico sistema eleitoral, abrindo espaço para a tão alardeada reforma política, cuja principal reformulação é a extinção do voto obrigatório e a adoção do voto facultativo.

Caso contrário, como “cada povo tem o governo que merece”, assistiremos brevemente o Brasil ocupar o seu devido lugar, ladeando junto aos países corruptos de 5ª categoria. E adeus democracia.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

"A culpa não é do PT"

Artigo de André Soares - 15/01/2018
 
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As ciências que estudam os fenômenos da “psiché”, como a psicologia e a psicanálise, tem denominações variadas, como “mecanismos de defesa do ego”, “mecanismos de culpas e desculpas”, e “racionalização”, dentre outros, para designar o tradicional comportamento humano de fuga da realidade, ignorando toda verdade desagradável e dolorosa, especialmente quando esta retrata os erros e defeitos do próprio indivíduo. Nesse contexto, quem melhor denominou este fenômeno foi o espetacular Eduardo Gianetti da Fonseca, em sua obra primorosa intitulada “Autoengano”, explicando com singular maestria a elevada capacidade do ser humano em enganar, não apenas as pessoas, mas também e principalmente de enganar a si próprio. Assim é que o autoengano não acomete apenas o indivíduo, mas também os grupos sociais que, ao invés de enfrentarem corajosamente e com altivez suas adversidades, reconhecendo seus erros e se superando coletivamente, preferem se esconder covardemente no autoengano, elegendo culpados para acusá-los de promoverem o mal que lhes aflige, o qual na verdade é obra direta da mediocridade e irresponsabilidade dessas mesmas sociedades. Provavelmente, o melhor exemplo dessa tragédia na atualidade seja o Brasil. Porque, verdade seja dita, o principal culpado pelo colapso generalizado a que o país chegou, em meio ao maior escândalo de corrupção e roubalheira dos cofres públicos da história da humanidade, não é o Partido dos Trabalhadores (PT). Quem será, então?

Indubitavelmente, um dos elementos que melhor representa uma nação e sua sociedade, em todos os sentidos, são suas instituições. E isso se torna uma verdade absoluta no contexto do estado democrático de direito, como é o caso brasileiro, porquanto nossas instituições e governantes têm a plenitude da legitimidade política, outorgada pelo sufrágio universal do voto livre dos eleitores. Significa que os partidos políticos brasileiros - e por conseguinte o PT, bem como toda a classe política e nossos governantes são absolutamente a “cara do Brasil” e o retrato mais fiel da sociedade brasileira que os elegeu, em tudo o que o país tem de melhor e também de pior.

É imperioso relembrar nossa história recente, destacando que a despeito da esquerda política brasileira ter sido derrotada pela ditadura militar em sua tentativa criminosa de tomada do poder no país por meio da luta armada, paradoxalmente foi por meio da legitimidade do voto democrático e popular que este objetivo foi alcançado. Principalmente pelo PT, cuja bem-sucedida e meteórica trajetória partidária deveu-se exclusivamente à sua consagração junto à sociedade brasileira, levando assim Luís Inácio Lula da Silva democraticamente à presidência da república em 2002, em pouco mais de 20 anos da criação do partido.

Ressalta-se também que a nação brasileira não apenas ainda reelegeu Lula na presidência da república, mas também elegeu e reelegeu a sua indicada, Dilma Rousseff, como sua sucessora, por mais dois mandatos presidenciais, perfazendo quase 16 anos consecutivos de hegemonia petista no Brasil. Significa que “nunca antes na história deste país” a escolha de nossos governantes e a responsabilidade direta pelo comando do destino pátrio estiveram entregues tão democraticamente à sociedade brasileira. E, como profetizou sabiamente o grande filósofo, “cada povo tem o governo que merece”. Portanto, se o PT chegou democraticamente ao poder máximo no país, e fez o que fez, é porque o PT é a “cara do Brasil”. Se não no que a sociedade brasileira tem de melhor, certamente no que tem de pior.

Nesse sentido, além da mentira, o autoenganado também faz uso exacerbado da hipocrisia, para fugir desesperadamente ao enfrentamento da triste verdade sobre si mesmo. Assim, a desesperada sociedade brasileira elegeu o PT e seus integrantes como sendo os principais culpados pelas mazelas nacionais, pela roubalheira, pelo caos institucional que se implantou, e principalmente pela escabrosa e secular corrupção do país, que está no “DNA” nacional desde o descobrimento. E, agora, apresenta-se a mentira e hipocrisia campeãs da preferência nacional: absolutamente todos os brasileiros, servidores públicos, bem como todas as instituições policiais e responsáveis pelo controle interno e externo do estado, nunca souberam de absolutamente nada sobre os incontáveis e gravíssimos crimes de lesa pátria, os quais só foram descobertos recentemente na operação Lava jato.

Como esta é a nação do “me engana que eu gosto”, a grande questão é saber quando a sociedade brasileira terá coragem de olhar-se no espelho e enfrentar a terrível verdade sobre si mesma. Todavia, como se trata de uma verdade de todo insuportável, certamente isso não acontecerá. Pelo menos até o holocausto nacional. Até lá, teremos as eleições presidenciais de 2018 e muitas outras, nas quais a sociedade brasileira se autoenganará com outros partidos políticos e candidatos oportunistas e corruptos, que posteriormente também serão eleitos culpados, assim como o PT. Afinal, no Brasil, a culpa é sempre dos outros.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

"O casamento gay"

"A epidemia homossexual - O casamento gay"
Artigo de André Soares - 10/01/2018


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O Casamento entre pessoas do mesmo sexo, também denominado de casamento homossexual, casamento gay, ou casamento homo afetivo, é uma realidade cada vez mais presente no mundo, em mais de 20 países; inclusive no Brasil, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2011. Todavia, a despeito das ingentes conquistas sociais, políticas e humanísticas que essa tendência representa, especialmente no tocante à valoração dos direitos humanos, infelizmente a maioria desses países sofrerá a médio e longo prazo as nefastas e irreversíveis consequências sociais que ocorrerão no Brasil. Porquanto a legalização do casamento gay no país introduziu um câncer agressivo que vitimará fatalmente nossa sociedade.

A crescente legalização do casamento gay já foi aprovada em vários países, como: Holanda, Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Irlanda, Finlândia, Alemanha, Hungria, República Tcheca, Áustria, Croácia, Grécia, Chipre, Malta, Suíça, Itália, Argentina, Uruguai, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, México, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Nesses países, bem como no Brasil, foram introduzidos significativos avanços político-sociais, referentes à igualdade entre os sexos, como: direito à herança por morte do parceiro, acesso a planos de saúde, pensão alimentícia,pensões do INSS, comunhão parcial de bens, políticas públicas, imposto de renda, sucessão, licença-gala, etc. Nesse sentido, a despeito do meritório e generalizado debate sobre o casamento gay, o mesmo vem sendo dominado, tanto no Brasil, como no mundo, pela passionalidade em favor dos direitos dos homossexuais, o que é absolutamente deletério quando presente no âmbito de decisões de grande envergadura nacional, como é o caso em testilha.

Portanto, tratar o casamento gay de forma objetiva, isenta, aprofundada, justa e corajosa, significa inicialmente estabelecer as diferenças entre os homossexuais e a homossexualidade. Porquanto se os primeiros são seres humanos idênticos a todos os demais indivíduos do planeta, já a prática da homossexualidade é um desvirtuamento sexual, com graves consequências sociais e à saúde pública, conforme venho demonstrando objetivamente, a exemplo de meus artigos anteriores, como "O homossexualismo e as forças armadas", “A epidemia homossexual” e "Ser ou não ser masculino? Eis, a questão!", dentre outros.

Isso porque a proliferação desenfreada no mundo da “epidemia homossexual” é consequência da incompreensão generalizada sobre a temática da igualdade entre os gêneros, notadamente por parte das mulheres. Porque, dominadas pelo romantismo utópico, distanciamento da realidade e comportamento passional, fomentam equivocadamente a prática do homossexualismo como sendo algo benéfico ao indivíduo e à coletividade, quando de fato não é. Ao contrário, se por um lado o homossexualismo é considerado juridicamente um direito individual, por outro lado é definitivamente um desvirtuamento da sexualidade, extremamente nocivo à saúde pessoal e social. Afinal, se o homossexualismo fizesse algum bem à saúde, como é o caso do heterossexualismo, certamente seria recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) à comunidade internacional - principalmente as práticas do homossexualismo masculino. Não é mesmo?

Portanto, se a legalização do casamento gay no Brasil trouxe inequívocas e louváveis conquistas político-sociais, por outro lado introduziu também um câncer agressivo que vitimará gravemente nossa sociedade: a permissão de adoção por casais homossexuais. Outros países também já incorreram neste grave erro do Brasil, como por exemplo: Holanda, Dinamarca, Suécia, Espanha, Bélgica, França, Reino Unido. Noutro sentido, países mais conscientes sobre esse mal, como por exemplo, Finlândia, Alemanha e Eslovênia, só permitem aos homossexuais a adoção de filhos de seu parceiro. Infelizmente, pouquíssimos países que legalizaram o casamento gay proibiram a adoção por casais homossexuais, como Portugal, por exemplo.

Mas, por que o Brasil e a maioria dos países que legalizaram o casamento gay erraram gravemente ao permitir a adoção por casais homossexuais? Simples: Porque cometeram o pecado mortal de igualar dois conceitos diversos e até mesmo antagônicos: casamento e família. Compreende-se melhor lembrando-se que: “toda família é um casamento”, mas “nem todo casamento pode ser uma família” - como é o caso do casamento homossexual. Por que? Porque a “célula-mater” da sociedade, que condiciona a existência, a sobrevivência e a perpetuação de toda a espécie humana é a família. E a gênese da família, o seu “DNA”, origina-se de um determinismo natural e evolutivo, cuja constituição bio-fisiológica é de natureza exclusivamente heterossexual. Não por acaso, a sabedoria da natureza concedeu apenas e tão somente a casais heterossexuais a dádiva de gerar e criar filhos. É por essa razão que nunca houve na história da humanidade sequer uma única sociedade homossexual que prosperasse. Justamente porque o homossexualismo é um desvirtuamento sexual e estéril. Dele, nenhuma vida saudável floresce. Significa que o homossexualismo é incompatível e cancerígeno à saúde da família, como “célula mater” da sociedade e da humanidade.

É imperioso ressaltar ainda a profunda perplexidade que causa a legalização da adoção por casais homossexuais, principalmente no caso brasileiro, porquanto além de nossos governantes terem ferido de morte a cláusula pétrea universal da família heterossexual como “célula mater” da sociedade, ainda atentaram irremediavelmente contra a educação e formação geral das crianças que forem adotadas por casais homossexuais. Isso porque deliberadamente olvidaram o impacto deformador e irreversivelmente nocivo à “psiché” dessas crianças, causado pelo convívio a que elas estão condenadas a compartilhar, especialmente da intimidade da vida invariavelmente obscena de casais homossexuais, cujas práticas homossexuais são muitas vezes explícitas e caracterizadas pela perversão.

Esse é o contexto em que tão somente o homossexualismo, mas nunca os homossexuais, deve ser combatido. Porque socialmente é um câncer que vitima de morte a família e por metástase todo o tecido social. Contudo, atualmente o homossexualismo virou moda e epidemia social no Brasil e no mundo. E está se alastrando rapidamente, assim como o casamento gay, que adotará e transformará legiões infindáveis de crianças indefesas em zumbis homossexuais, a serviço da “causa homossexual”. Assim, em breve a sociedade brasileira será dominada pela dinastia homossexual e sucumbirá, juntamente com todos os demais países que cometeram a heresia de legalizar a adoção de crianças por casais homossexuais.

O Casamento entre pessoas do mesmo sexo, também denominado de casamento homossexual, casamento gay, ou casamento homo afetivo, é uma realidade cada vez mais presente no mundo, em mais de 20 países; inclusive no Brasil, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2011. Todavia, a despeito das ingentes conquistas sociais, políticas e humanísticas que essa tendência representa, especialmente no tocante à valoração dos direitos humanos, infelizmente a maioria desses países sofrerá a médio e longo prazo as nefastas e irreversíveis consequências sociais que ocorrerão no Brasil. Porquanto a legalização do casamento gay no país introduziu um câncer agressivo que vitimará fatalmente nossa sociedade.

A crescente legalização do casamento gay já foi aprovada em vários países, como: Holanda, Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Irlanda, Finlândia, Alemanha, Hungria, República Tcheca, Áustria, Croácia, Grécia, Chipre, Malta, Suíça, Itália, Argentina, Uruguai, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, México, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Nesses países, bem como no Brasil, foram introduzidos significativos avanços político-sociais, referentes à igualdade entre os sexos, como: direito à herança por morte do parceiro, acesso a planos de saúde, pensão alimentícia,pensões do INSS, comunhão parcial de bens, políticas públicas, imposto de renda, sucessão, licença-gala, etc. Nesse sentido, a despeito do meritório e generalizado debate sobre o casamento gay, o mesmo vem sendo dominado, tanto no Brasil, como no mundo, pela passionalidade em favor dos direitos dos homossexuais, o que é absolutamente deletério quando presente no âmbito de decisões de grande envergadura nacional, como é o caso em testilha.

Portanto, tratar o casamento gay de forma objetiva, isenta, aprofundada, justa e corajosa, significa inicialmente estabelecer as diferenças entre os homossexuais e a homossexualidade. Porquanto se os primeiros são seres humanos idênticos a todos os demais indivíduos do planeta, já a prática da homossexualidade é um desvirtuamento sexual, com graves consequências sociais e à saúde pública, conforme venho demonstrando objetivamente, a exemplo de meus artigos anteriores, como "O homossexualismo e as forças armadas", “A epidemia homossexual” e "Ser ou não ser masculino? Eis, a questão!", dentre outros.

Isso porque a proliferação desenfreada no mundo da “epidemia homossexual” é consequência da incompreensão generalizada sobre a temática da igualdade entre os gêneros, notadamente por parte das mulheres. Porque, dominadas pelo romantismo utópico, distanciamento da realidade e comportamento passional, fomentam equivocadamente a prática do homossexualismo como sendo algo benéfico ao indivíduo e à coletividade, quando de fato não é. Ao contrário, se por um lado o homossexualismo é considerado juridicamente um direito individual, por outro lado é definitivamente um desvirtuamento da sexualidade, extremamente nocivo à saúde pessoal e social. Afinal, se o homossexualismo fizesse algum bem à saúde, como é o caso do heterossexualismo, certamente seria recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) à comunidade internacional - principalmente as práticas do homossexualismo masculino. Não é mesmo?

Portanto, se a legalização do casamento gay no Brasil trouxe inequívocas e louváveis conquistas político-sociais, por outro lado introduziu também um câncer agressivo que vitimará gravemente nossa sociedade: a permissão de adoção por casais homossexuais. Outros países também já incorreram neste grave erro do Brasil, como por exemplo: Holanda, Dinamarca, Suécia, Espanha, Bélgica, França, Reino Unido. Noutro sentido, países mais conscientes sobre esse mal, como por exemplo, Finlândia, Alemanha e Eslovênia, só permitem aos homossexuais a adoção de filhos de seu parceiro. Infelizmente, pouquíssimos países que legalizaram o casamento gay proibiram a adoção por casais homossexuais, como Portugal, por exemplo.

Mas, por que o Brasil e a maioria dos países que legalizaram o casamento gay erraram gravemente ao permitir a adoção por casais homossexuais? Simples: Porque cometeram o pecado mortal de igualar dois conceitos diversos e até mesmo antagônicos: casamento e família. Compreende-se melhor lembrando-se que: “toda família é um casamento”, mas “nem todo casamento pode ser uma família” - como é o caso do casamento homossexual. Por que? Porque a “célula-mater” da sociedade, que condiciona a existência, a sobrevivência e a perpetuação de toda a espécie humana é a família. E a gênese da família, o seu “DNA”, origina-se de um determinismo natural e evolutivo, cuja constituição bio-fisiológica é de natureza exclusivamente heterossexual. Não por acaso, a sabedoria da natureza concedeu apenas e tão somente a casais heterossexuais a dádiva de gerar e criar filhos. É por essa razão que nunca houve na história da humanidade sequer uma única sociedade homossexual que prosperasse. Justamente porque o homossexualismo é um desvirtuamento sexual e estéril. Dele, nenhuma vida saudável floresce. Significa que o homossexualismo é incompatível e cancerígeno à saúde da família, como “célula mater” da sociedade e da humanidade.

É imperioso ressaltar ainda a profunda perplexidade que causa a legalização da adoção por casais homossexuais, principalmente no caso brasileiro, porquanto além de nossos governantes terem ferido de morte a cláusula pétrea universal da família heterossexual como “célula mater” da sociedade, ainda atentaram irremediavelmente contra a educação e formação geral das crianças que forem adotadas por casais homossexuais. Isso porque deliberadamente olvidaram o impacto deformador e irreversivelmente nocivo à “psiché” dessas crianças, causado pelo convívio a que elas estão condenadas a compartilhar, especialmente da intimidade da vida invariavelmente obscena de casais homossexuais, cujas práticas homossexuais são muitas vezes explícitas e caracterizadas pela perversão.

Esse é o contexto em que tão somente o homossexualismo, mas nunca os homossexuais, deve ser combatido. Porque socialmente é um câncer que vitima de morte a família e por metástase todo o tecido social. Contudo, atualmente o homossexualismo virou moda e epidemia social no Brasil e no mundo. E está se alastrando rapidamente, assim como o casamento gay, que adotará e transformará legiões infindáveis de crianças indefesas em zumbis homossexuais, a serviço da “causa homossexual”. Assim, em breve a sociedade brasileira será dominada pela dinastia homossexual e sucumbirá, juntamente com todos os demais países que cometeram a heresia de legalizar a adoção de crianças por casais homossexuais.